terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O hoje e o amanhã.

Vivenciar um momento histórico como o de agora é uma honra e uma sensação indescritível. Ver um povo que ama tanto seu país, que vai a rua e gritar em nome de seu futuro é admirável. As pessoas não gostam de americanos e tal, e eu mesma nem sou grande admiradora do povo, mas confesso que todo esse patriotismo e amor ao país são admiráveis sim! Talvez se os brasileiros se dedicassem e amassem tanto seu país como eles, chegaria aonde eles chegaram. Ver toda a responsabilidade que está sendo depositada nas mãos de apenas um homem é bastante assustador, ficamos pensando se ele será capaz de fazer o que diz, de cumprir o que promete e de ajudar o mundo a ser um lugar melhor. A super-potencia que se tornou o EUA nos faz pensar se aquele povo é realmente merecedor de seu poder, se aquela terra é tão boa quanto merece. Enfim, nos faz pensar se eles merecem o que têm nas mãos. E eu digo que merecem sim, não foram sempre justos, não foram sempre honestos ou decentes, mas sempre lutaram por seus ideais e é um povo de vitórias. Na África, onde se encontram tantas riquezas, faltou talvez a inteligência e até “malandragem” dos europeus ou americanos, que infelizmente não fizeram bom uso dessa inteligência diante de um povo tão rico de história e uma terra tão rica de materiais. Mas fizeram o que julgaram certo, lutaram pelo que queriam e se todos os povos do mundo fossem assim... Bem, o mundo seria mais caótico do que já é rs. Eu não consigo pensar com exatidão o que falta no mundo para que seja um lugar melhor, o que consigo pensar nesse momento é que falta um pouco de determinação de todas as partes, determinação que não falta aos americanos. Talvez seja isso que falte. Mas acho que já não tenho o direito de ficar sentada na frente do computador pensando no que os outros deveriam ou não fazer pelo mundo, enquanto eu mesma nada faço. Bem, eu não tenho a fórmula para melhorar o mundo, mas gostaria de fazer a minha parte pelo menos pelo Brasil, e acho que farei o que devo. Infelizmente, não posso garantir nem prometer mais nada para o meu futuro.
A idéia de virar gente grande, de me dedicar ao meu futuro de verdade tem passado tanto pela minha mente nos últimos tempos que chego a estar assustada. Esse ano vai ser muito decisivo para o meu futuro e só de pensar que a partir do ano que vem eu serei gente grande, eu serei “dona da minha vida” (pelo menos responderei pelos meus atos diante da lei), fico arrepiada. Mas é isso, não me sinto de todo preparada, mas creio que na hora necessária eu estarei só me resta estar em paz.
Mais uma vez eu estou aqui desabafando, expondo minhas opiniões e meus sentimentos. Talvez nos últimos tempos isso tudo não tenha sido do interesse de todos, e não tiro sua razão, mas gostaria apenas de agradecer por ter esse espaço para dizer o que penso, é bom me sentir como me sinto ao escrever, ainda mais no turbilhão de coisas que me encontro. É isso, obrigada =)


Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante.. ♪

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sem destino.

Os momentos de tristeza, sofrimento, dor as vezes nos mostram o quanto somos fora da realidade diante da felicidade. O quanto à felicidade nos tapa os olhos para o mundo caótico e sem sentido em que estamos vivendo, e por mais que seja simplesmente maravilhoso não ter noção disso, é desesperador ao mesmo tempo. Eu gostaria de entender quanto tempo mais eu terei que sofrer para me dar conta de que não preciso disso para me conscientizar de que existe um mundo a fora muito maior do que o que eu vejo da janela do meu quarto. Ter consciência nem sempre basta, saber e nada fazer, nada sentir é tão ruim quanto não saber. E me angustia tanto saber que eu não posso fazer nada para ajudar, para ajudar as crianças que morrem todos os dias por razões banais e sem sentido. Eu gostaria de entender como Deus se sente diante de tudo isso, diante do medo, do terror e da dor que todos os seus filhos estão passando. Se eu estivesse no lugar dele, talvez não fizesse nada mesmo, mas acho que me sentiria tão angustiada como no momento. Me sentiria tão pequena, exatamente por ser tão grande. O mundo e os seres humanos são indescritíveis e inimaginavelmente fortes. Talvez por termos tanta força, algumas das pessoas decidiram que deveriam competir com os outros, para provar que são melhores. Mas a triste verdade é que eles só provaram que são piores, são burros, são individualistas, egocêntricos, egoístas e, principalmente, cruéis. Eu não consigo entender e nem descrever toda a dor entalada na minha garganta diante de tudo isso, diante de toda a besteira sem sentido que faz a morte de crianças e adultos ser em vão. É lastimável e triste demais para pensar que eu só poderei ficar sentada na mesa do computador, esperando que algum dia eles se conscientizem de que são tão maus, e mudarem.
Nessas horas começo a pensar nas pessoas que me apóiam nos meus momentos de dor, nas pessoas que me fazem sorrir quando acho que não sou capaz disso, nas pessoas que me fazem esquecer que sou vestibulanda, estou no 3° ano e tenho tantas responsabilidades pela frente, as pessoas que me fazem sentir como se fosse uma criança indefesa. Confesso que nem sempre me senti as mil maravilhas com vocês. Confesso que nem sempre nossa relação pode ser um mar de rosas e nem sempre me senti grandiosa ao lado de vocês. Mas hoje eu sinto. Hoje, sim, eu me dei conta de que não importa quantos defeitos vocês tenham vocês são perfeitos por serem como são. Nossa união foi uma das criações mais lindas de Deus, foi uma das coisas mais bonitas que Ele foi capaz de proporcionar ao mundo. Pois independente das brigas, das desavenças, das besteiras ditas em momentos de raiva, nós sempre soubemos perdoar um ao outro. Nem sempre respeitamos ou entendemos, mas nos esforçamos para melhorar sempre. Nem sempre soubemos nos controlar e, invés disso, gritamos e xingamos um ao outro. Mas, no final, sempre soubemos quando erramos, mesmo que demorássemos a aceitar isso. Nem sempre pedimos desculpas, mas sempre soubemos desculpar sem usar palavras para isso. Essa família que também é um retrato de caos e loucura me faz pensar que tenho um lugar no mundo, que não estou só e que, principalmente, eu tenho em quem confiar. Agradecerei eternamente a Deus por ter me dado essa dádiva de estar em uma família tão unida e tão bonita. Nem sempre demonstro isso, eu sei, mas sou completamente louca por cada um de vocês.

E o dia de ontem me fez ver mais uma coisa. Às vezes as pessoas não precisam ver o tempo passar para perceberem o que o futuro espera, eu consigo ver CLARAMENTE o nosso futuro. Nosso futuro é distante e nem tão diferente do que eu sonhei um dia. Um dia, quando chegar à hora, nós vamos saber exatamente o que fazer. E eu vou continuar a te amar mesmo que as próximas vidas passem. Como continuei da ultima vez (:


Smile like you mean it ♪

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Sentido Proibido.

O que seria querer? O que seria desejar?
O desejo de alguém que se torna mútuo e sem sentido ao mesmo tempo lhe faz pensar se a vida faz mesmo sentido, se nós fizemos ela deixar de fazer sentido ou se seu cérebro trabalha em grande rapidez para te enlouquecer.
O drama de vidas percorridas em segundos distintos passa em sua mente sem que você tenha poder ou inteligência suficiente para entendê-los. Para compreender se o sentido disso faz realmente algum sentido. Se Noel Gallagher soar aos meus ouvidos novamente e eu lembrar de você, é por que tu eternizaste-se em minha mente e em minha história. Automaticamente, daqui a 25 anos, quando eu estiver em uma mesa de bar/restaurante [dependendo da minha renda mensal] com meu marido e meus filhos, eu escutarei essa musica e lembrarei do momento que se eternizou em minha mente como um dos mais lúcidos, incríveis e apaixonantes de minha existência de 16 anos. Independente do que se seguir após as horas esperadas, eu simplesmente quero lembrar de você como o homem que me proporcionou aquele momento sem nenhum esforço real, apenas com a vontade de estar juntos, com o sentimento ardendo em seu peito e com aquelas vozes chatas da consciência lhe dizendo que aquilo era errado e, como a minha costuma dizer, “vai dar merda”. Sim, ela me diz isso o tempo inteiro, me diz que o que desejamos não é possível, é inviável, é surreal. Mas o sentimento que carrego dentro do meu peito nesse momento simplesmente me impede de cumprir as coisas que a razão me manda fazer. Não me importa mais o que o cérebro trabalha para me dizer, eu não o ouço a dois meses. Tudo o que ouço é meu coração dizendo “luta por isso, encontre a felicidade aí”. E, quer saber? Não sei qual dos dois faz mais sentido, ou menos. Mas o que eu quero de verdade é ser feliz, mesmo que por poucos momentos. Mas eu quero aquela felicidade momentânea que nos faz pensar que somos as pessoas mais felizes do mundo. Mesmo que essa felicidade seja dada a momentos bobos, simples e sem sentido. Não é necessário a pedra do arpoador, o pôr-do-sol ou o mar a nossa frente, tudo o que é preciso é uma sinceridade que nos faz ficar envergonhados, que nos faz pensar o que estamos dizendo, o que estamos sentindo. Que nos faz sentirem-se tolos. Bastamos nós dois para que o momento seja perfeito. Não precisamos de mais ninguém para sussurrar aos nossos ouvidos que estamos ficando loucos. Eu só preciso de momentos de felicidade completa, forte e indestrutível, que dure apenas algumas horas, ou até minutos. Mas que essas horas/minutos sejam eternas em minha mente e em meu coração, que eu possa algum dia, sentar na minha cadeira de balanço, com meus 75 anos nas costas e contar aos meus netos sobre as tantas horas como essas que eu tive na minha vida. Duraram pouco, nem foram tantas assim, mas foram tão fortes que eu fui incapaz de esquecê-las, mesmo com o tempo. É só isso que eu peço de você e do mundo, essas poucas horas que me fazem pensar que a vida pode realmente valer a pena, que não precisamos do cenário ou da trilha sonora perfeita, não me importa se estamos no centro de Nova Iguaçu ao som dos carros buzinando, só importa que sejamos nós dois, na mais pura sinceridade que a inocência do sentimento pode transmitir. Eu não sei se peço muito, não sei se sou capaz de entender o que é certo e errado, o que é muito ou pouco. Mas de uma coisa eu sei, eu não quero ser aquele alguém que, a procura da felicidade eterna, deixa de viver as dificuldades que a vida nos proporciona. Quero ser aquela que passa, sim, por cima das dificuldades mesmo que seja apenas por aquelas poucas horas de felicidade, não vou me importar que os sofrimentos que estão por vir sejam maiores que os momentos alegres, se os momentos alegres fizerem o sofrimento valer a pena. Não sei se peço muito, mas peço de coração. Pois não sei se seria capaz de virar as costas para o sentimento tão profundo que fui capaz de reencontrar. Talvez você já tenha virado as costas pra ele no momento; e se for esse o caso, só lhe peço que leia tudo isso com atenção. Pois não sei se encontrarei momento melhor para lhe dizer tudo isso, de coração. Eu tive medo de dizer isso sem sentir, mas eu sei que sinto, sei que é verdadeiro e sei que eu quero lutar por isso. Eu te amo.


So don't go away
Say what you say
But say that you'll stay
In the time of my life
Cause I need more time, yes I need more time
Just to make thing right ♪

sábado, 3 de janeiro de 2009

Beleza de vaso.

Uma boa noite de sábado para todos os desocupados que não tem mais o que fazer em um sábado a noite e ficam na internet. [prazer, Thaís]
Eu gostaria de dizer que uma coisa me chamou a atenção hoje, não podendo citar necessariamente o que seria essa coisa, vou expor aqui a minha opinião sobre ela:
São apenas rostos, corpos e beleza exterior que não contém nada de puro ou belo por dentro. É apenas o que nos mostram ser, fotos em um orkut, danças em uma boate ou bebedeiras em um bar. O vazio que se estabilizou dentro de suas mentes me enoja e penaliza ao mesmo tempo, me faz pensar em tudo que eu não quero ser em minha vida, no que eu quase fui um dia, mas que sabe Deus por que, percebi que não é isso que eu quero pra mim. Não quero pra mim uma vida de baladas e bebedeiras, uma vida que é direcionada apenas a mim, que se compõe apenas de mim e de pessoas tão vazias quanto eu. Quero me machucar com as coisas que acontecem no mundo a fora, sentir a dor de saber o mundo real, caótico e triste que existe fora. Quero ter a consciência de que o mundo vai muito além do que meu pequeno mundo de pessoas conhecidas em uma cidade pequena mostra para mim. Pois esse mundo de imagens, sorrisos falsos e lagrimas de mentiras se compõe apenas do que os outros querem mostrar e esses outros, que agora nada mais são do que as imagens deixam de ser alguém para serem robôs que se deixam levar por suas mentes fracas e de pensamentos fúteis por pessoas que se limita a pensar apenas no que vão fazer no fim de semana. Não sabem do que se trata a manchete de pessoas mortas no jornal, mas sabem exatamente o que vai ter em determinada boate no fim de semana. Não que eu me julgue grande coisa para falar dessas pessoas, eu só quero poder lembrar da beleza da sabedoria e cultura, que vão além de um exterior que desmorona com o tempo. Essas belezas de vaso não me atraem mais.
E lembrando agora de um exterior que me atrai, mesmo sendo incomum. Eu quero dizer que me sinto um tanto mais livre no momento, me sinto mais tranqüila e mais feliz do que há muito tempo não sabia o que seria isso. E gostaria de dizer também que me sinto mais forte, que quando um certo alguém se torna tão importante a ponto de ser uma constante em meus pensamentos, eu deixo de considerar a idéia de desistir desse alguém para ser mais feliz, pois não existe felicidade no mundo que seja mais forte do que a que se sente do lado da pessoa que se ama. E sim, é amor a palavra que eu tanto procurei nos últimos tempos para descrever o que sinto. É amor o que sinto no momento e o que pretendo permanecer sentindo. Mesmo que junto com esse amor, também existam sentimentos como ciúme, saudade, medo e angustia. É isso que eu quero pra mim, e uma vez que eu tenha decidido, não volto mais atrás.

Se a saudade permanece em meu peito, eu digo que são apenas palavras atrás de palavras o que exponho. Pois meus sentimentos não têm descrição. Ah, que falta o mundo me faz!