quinta-feira, 30 de abril de 2009

Bagunça organizada

Às vezes você se pega em contextos estranhos que sua vida cria. Sente vontades que surgem do nada, como um dedo que te cutuca na rua, você não espera, simplesmente olha e diz “nossa, você por aqui”. E é assim que parece ser você simplesmente não sabe como esse sentimento, sensação, pensamento chegou a ti, mas ele chega e bagunça sua idéias. Diz-lhe que você deve fazer coisas que você não entende, mas você faz você sempre acaba fazendo, não é? Por fim nem sempre é das piores coisas, pode ser um sinal de maturidade, compreensão, paciência. Enfim, pode ser um sinal de muitas coisas, mas é, sobretudo, um sinal de mudança. Não que a mudanças internas sejam surpresa pra mim, já não o são há muito tempo, mas essa, de fato, eu não esperava nem em décadas.
Certas vezes você se decepciona com determinadas pessoas. É natural esperarmos certas coisas e a pessoa nos mostrar diferente, é natural que nem sempre o “diferente” seja algo bom. Nesses casos é natural que nos sintamos mal, chateados, tristes... Pegou-me de surpresa a certa “indiferença”. Não que fosse indiferença à palavra exata, acho apenas que o que senti não tinha nome, não sei dizer se era bom ou ruim. Era um desses sentimentos que as pessoas que gostam de rotular coisas não sentem, caso contrário, já teria um nome. Mas é assim que as coisas são, e por que negar nossos sentimentos e fingir que eles não existem, se no fundo eles está lá? Porque deixar de fazer um algo que pode fazer diferença em sua vida? Se por fim, nada faz tanta diferença que você mesmo não possa mudar.
A bagunça que minha vida tem sido se refletiu em meus textos, dá pra notar isso. Não sei se é bom ou ruim, se é coerente ou não o que escrevo. Mas sinto que devo escrever, sinto realmente que é meu dever, que estou aqui para isso, que é assim que as coisas são.
Não sei o que me espera no futuro, mas tenho uma grande vontade de ver este futuro chegar, tenho uma grande vontade de ser como me vejo hoje, espero poder fazer as coisas certas nos momentos certos, como penso que nunca cheguei a fazer. Talvez Deus esteja reservando meus acertos para o futuro, para quando eu realmente tiver que acertar. Espero.

What else could I writeI don't have the right ♪

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um mundo paraplégico.

Por que às vezes me dói vermos no que aquelas crianças que fomos pode se tornar. Em como os caminhos da vida se modificam, os pensamentos e motivações. Não que seja ruim mudar, admiro mutações, gosto delas, é só que às vezes elas não são tão boas quanto gostaríamos. Os “pecados” e “tentações” do mundo nos seguem o dia inteiro, nos chamam, estão a nossa volta e até mesmo dentro de nós. Concordo que seja difícil negarmos, fugirmos, lutarmos contra, os demônios que existem dentro de nós nos dizem o tempo inteiro o que fazer, nos gritam que devemos obedecer-lhos e nos forçam a fazer o que mandam. A força que devemos fazer pra lutarmos contra às vezes é sobrenatural, mas sabemos que devemos fazer, sabemos que nenhuma dessas coisas vai nos trazer nada de bom. Porém, assim como nossos demônios nos desejam o mal, nossos anjos querem nos ver bem, e lutam pra isso tanto ou mais que os demônios, nossos anjinhos interiores nos dizem que devemos lutar pela nossa felicidade, que essa luta não é fácil, mas vale a pena. Dói, dói muito ver os outros cederem, aceitar o caminho mais simples, mais rápido e que só trás tristeza e destruição. Vivemos em uma guerra interior constante, nossos demônios e anjos lutando por nossa alma, por nossa vida. Esse luta começa a se refletir na vida real, no mundo... São pessoas, são humanos como nós, não é que um seja bom e outro ruim, a questão é que uns escolhem o caminho fácil, pequeno... E outros têm a força de optar pelo caminho longo em nome de algo maior. Nem sempre as coisas são como são não é que o que eu digo seja um decreto, um fato, mas se pararmos para analisar de uma forma geral, as coisas são assim. Nem por isso a dor diminui a dor só aumenta a cada dia. É tudo um caos, tudo louco, tudo de pernas pro ar. Não, é um mundo sem pernas. Não sei se conseguiremos mais caminhar diante dessa loucura, desse medo, desse caos, dessa guerra constante de demônios e anjos. Às vezes penso que estamos, de fato, no inferno. Estamos aqui, sujeitos as insanidades e maldades dos outros, todos temos maldades dentro de nós, mas e quando perdemos o controle sobre essa maldade, sobre essa escuridão? Parece que todos estamos nos perdendo dentro de nós mesmos, e por tanto egoísmo, insanidade, desequilíbrio... Estamos fazendo o mundo se perder nele mesmo.
Às vezes queria achar uma solução, uma fórmula pra mudar tudo. Mesmo que em longo prazo... Mas não consigo, sinto-me de mãos atadas e isso continua a doer, continua a me apavorar e me amedrontar. Tenho medo de mim, medo dos outros, medo do mundo.

Estou em milhares de cacos, eu estou ao vento ♪