domingo, 29 de novembro de 2009

A casa do elefante

Não ta fácil não. Tem toda essa coisa de ter que agüentar, de não poder fazer nada e eu odeio me sentir impotente. Odeio não ter controle sobre a minha própria vida, odeio não ser a única causadora de meus males. Odeio sentir raiva dos outros, odeio ver as pessoas fazendo coisas desprezíveis, odeio ter a maldade debaixo do meu teto. Me sinto tão cansada que já não consigo dormir. Às vezes as coisas simplesmente se tornam tão complicadas que eu não sei onde realmente estou, quem realmente sou. Tem pressão vinda de todos os lados, eu to tão nervosa que já não sei por que choro, mas eu pareço ter tanto pelo que chorar. Eu queria ter uma casa diferente, queria ter uma família, um lar. Eu só tenho tijolos sobre tijolos e cimento. Nada mais.
Algumas coisas sobre o meu passado eu sei que não posso concertar, sei que errei e as vezes sinto arrependimento. Mas ao mesmo tempo sinto que isso foi construído pelas minhas mãos e quase me sinto bem por saber que algo foi construído por mim, e não conseqüência dos atos de outro. Não sei como seguir, me sinto perdida nesse mundo que é grande demais para a minha pequena luz. Ao mesmo tempo ele parece ter tão pouco ar e tão pouco espaço. Eu já nem sei onde me encaixar.
Sinto falta de pessoas, de abraços e de carinhos. Queria poder simplesmente pegar o ônibus e matar a saudade. Para algumas saudades, um ônibus não é suficiente para estar próximo. Para outras, o perdão também não. Queria não sentir tanto quanto sinto, não sentir tanta saudade, tanta falta, tanto medo. Queria ser mais consciente das coisas realmente importantes e fazer o bem. Mas não paro de ver o quanto dói as distâncias. Me perco nesse vazio que ficou depois que o adeus foi dito. Queria poder mudar, mas certas coisas não têm concerto, não tem melhora. Simplesmente são assim
Meu coração parece um elefante dentro de uma ervilha, está tão esmagado que já não sabe pra onde fugir. São coisas demais para um corpo tão pequeno, não sei se é possível suportar. Às vezes parece inviável.


Sei que a sua solidão dói ♪

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Construa seu lar.

Vou dizer adeus para a dor quando ela estiver indo embora, mas definitivamente não vou pedir para que ela volte. Não foi uma hospede agradável. A dor entrou sem pedir permissão, tomou conta de todos cômodos e bagunçou-os sem vergonha. Destruiu e quebrou coisas de valor. Ela fazia barulho a noite e não me deixava dormir. Não ajudava nas limpezas e sujava tudo depois de limpo. Ela brigava e gritava com todos, com o amor, a fé a felicidade. Dizia que não valiam nada e que deveriam ir embora pra sempre. Ela quase destruiu a casa, afinal. Mas ao ir embora deixou uma grande lição: não importa se invadiram sua casa, não importa se você se sentiu tão saturada a ponto de pensar em abandonar o barco, não importa o quão insuportável seja um situação. Simplesmente não desista de manter a casa em pé. Todos os móveis podem ser destruídos, em algum momento a casa pode estar de cabeça para baixo, em outros pode estar até mesmo vazia. Mas não se esqueça que as paredes são fortes, a casa vai continuar de pé não importa quantas pancadas sejam dadas. Não deixe que sua casa seja demolida. Mantenha suas paredes firmes. Quando a dor for embora, acene e sorria. Por que agora passou.


Você subverteu o que era um sentimento ♪

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Me diga com quem andas..

Essa história da visita do presidente do Irã tem dado o que falar e não é para menos. Qualquer acordo feito com um homem que condena o homossexualismo, não respeita outras religiões e banaliza o holocausto é quase como assumir essas próprias opiniões para si. Assim como não era viável negar ajuda ao Zelaya pois seria como ser de acordo com uma ditadura, não é viável fazer qualquer tipo de acordo com uma pessoa que não respeita as diferenças. Ainda mais no Brasil, o país das diversidades. Por melhor que pudesse isso fazer para a economia, e a imagem do Brasil, como fica para o resto do mundo? Apoiamos mesmo esse tipo de pessoa? Não penso que seja correto o que se está a fazer. Mas o assunto ainda não terminou, vamos ver o desfecho...

Adeus Você

Pensando agora nos momentos bons, me sinto um tanto cruel pelas coisas que disse. Não me arrependo necessariamente de nada, mas acho que não tinha o direito de ser tão dura. Por mais que tenhas me causado imensas dores, por mais que tenhas me enganado e me traído, também me trouxe muita felicidade e grandes aprendizados. Mesmo que muitos de nossos momentos tenham sido dissimulados, minha felicidade foi real. Serei eternamente grata por isso. E muito mais grata por todo o amadurecimento a que fui exposta nesse momento. Sinto-me uma pessoa nova e devo bastante disso ao que aconteceu. Não necessariamente me sinto feliz com tudo no momento, mas me sinto em paz comigo mesma. Já me perdoei por meus erros, já te perdoei pelos seus, só preciso de tempo agora para botar as coisas no lugar. Obrigada.


É bom...
Às vezes se perder
Sem ter porque
Sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si
Saber mudar de tom

Quero não saber de cor, também
Pra que minha vida siga adiante

sábado, 21 de novembro de 2009

Construindo essência

Nunca havia parado pra pensar nas dores da vida como algo bom. Talvez isso pareça chocante, mas elas são as melhores partes da vida. Nós não ganhamos tanto aprendizado em momentos felizes como em momentos tristes. Quanto piores as dores, maior o crescimento pessoal. Por mais que às vezes eu deseje simplesmente procurar o caminho mais pratico, “menos doloroso” eu sei que nele nada encontrarei além de dores e tapas na cara. Uma infelicidade sem fim. Mas nessa longa caminha da lagrimas e tristeza eu colherei histórias e sabedoria. Sei que tenho essa grande dificuldade em organizar meus pensamentos, mas acho que posso lhes fazer entender com clareza. Minha dor não será nunca em vão, injustificável. Minha dor não é um efeito simplesmente, é uma causa. A causa de grandes aprendizados, é uma fase de amadurecimento.
Pensando nas pessoas que sofrem pouco, que superam até mesmo com certa facilidade, que estão sempre alegres começo a pensar que sejam espíritos mais desenvolvidos, que já adquiriram grande parte dos aprendizados necessários. E começo, assim, a sentir mais orgulho de minha dor, pois cada dor pela qual passo é única, tem um tom único e não existe uma regra a se seguir. O que for necessário nesse momento pra que a dor passe não será mais útil em outro. Não faço idéia de se o que escrevo no momento faz sentido mais gostaria de fazer-me entender. Seja qual for os propósitos de Deus ou do mundo, eu me sinto muito mais leve ao pensar que quando tudo isso acabar serei uma pessoa mais madura, mais forte, melhor. Agradeço então por cada dor da vida, não necessariamente as desejo, mas agradeço, pois sei que se vieram é por que algum aprendizado é necessário que se tire delas. Então aceito e agradeço.
Espero simplesmente que eu aprenda o necessário e não cometa mais os mesmos erros. Desejo a mesma coisa as pessoas que me fizeram mal. Sei que em momentos de fúria eu desejei mal a determinadas pessoas, mas agora peço desculpa e gostaria de deixar claro que desejo apenas que essas pessoas amadureçam, aprendam e sejam pessoas melhores. Que sejam felizes. Desculpe também a todos que causei dor em algum momento, posso garantir que não foi proposital. O maior mal que faço é a mim mesma. Mas não por muito tempo.


Se fosse só sentir saudade ♪

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Perda ou raiva.

É difícil, decidir pra onde ir, o que fazer, que caminho tomar. Preciso pensar muito antes de qualquer decisão, e quando tomá-la de fato devo ir até o fim. Cansei da bagunça da minha vida e das dores que me obrigo a sentir. Preciso reerguer minha cabeça e arrancar essa dor do meu peito antes que ela se torne um câncer e me deixe careca. Preciso surgir das cinzas de seu câncer negro e tomar um banho pra me limpar de toda sujeira que a vida enterra em suas calças. O gelo também queima e o mundo está quente demais para que os humanos se sintam felizes. Nuvens negras tomaram o céu nessa manhã e sol não nasceu para ninguém, houve terremotos e desmoronamentos, famílias destruídas e pessoas mortas, sortudas são essas. O mar tomou conta da terra e fomos soterrados por peixes carnívoros que se alimentavam de nossa pouca carne e roíam nossos ossos protuberantes. Quero ir para os planetas desconhecidos e esquecer que já estive no próprio purgatório.


Se você não entende, não vê. Se não me vê não entende ♪

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Maldições da vida

Numa rua deserta, numa noite fria um carro preto chega a casa que fica em frente a de Luana. Sofrendo novamente com sua insônia e vagando pela casa ela escuta o barulho do carro e resolve ver quem é. Um homem alto, forte, com barba e cabelo já meio grisalhos e usando uma roupa preta sai do carro e entra na casa de Dona Margarida. Ainda pensando no que aquilo significaria, Luana vai até a cozinha e toma o 3° remédio naquela noite, pra ver se o sono enfim chegava. Enquanto espera por isso ela deita na cama e pensa no que aquele homem estaria fazendo na casa de Dona Margarida, uma senhora viúva que freqüenta a igreja todos os dias e vive com seus ferozes cães e um filho de 30 anos, Roberto. Filho esse que não trabalha e é sustentado pela pobre e doce senhora até hoje. Analisando a aparência do homem que entrou na casa , Luana começa a pensar que poderia ser um policial investigando algo sobre Roberto, ela sempre desconfiou que ele era envolvido com drogas e tráfico.
Perdida em seus pensamentos Luana se dá conta de que começa a amanhecer e ela ainda não dormiu. Inconformada com a insônia se levanta e vai tomar café. Ao sair para trabalhar encontra uma vizinha fofoqueira que lhe diz que o homem que chegou na noite anterior era filho de Dona Margarida, que acabara de sair da prisão. Luana havia se mudado 2 anos antes para aquela casa, logo após seu marido lhe trair com sua melhor amiga, portanto não sabia que Dona Margarida tinha outro filho além de Roberto. Amedrontada com o fato de ter um ex presidiário vivendo em sua rua, ela vai trabalhar. Ao voltar escuta mais histórias sobre o misterioso homem e descobre que ele havia sido preso por assassinar a mulher e o filho. Luana fica mais amedrontada ainda, mas segue sua vida. Por muitos meses ela escuta varias histórias do homem e sabe que ele está vivendo na casa de Dona Margarida, mas nunca é visto e nem a senhora nem Roberto fazem comentário algum sobre o assunto. Até que um dia, voltando do supermercado Luana é abordada por um homem que se oferece para ajudar a carregar suas bolsas, agradecida ela indica onde mora e ele responde que sabe, pois mora em frente sua casa. Só então ela se lembra do homem daquela noite, não tinha dado para ver seu rosto com clareza, mas agora dava pra notar que era a mesma pessoa. Luana fica gelada e sem resposta, não sabe mais como agir e então o homem diz.
- Não se assuste com o que fui no passado, ninguém me julga ou pune mais do que eu mesmo, mas saiba que não sou mais aquele homem.
Ele sabia passar tranqüilidade e ela se sentiu mais confortável, apesar de ainda ter seu sensor de alerta ligado. Ele se apresentou como Ricardo e conversaram sobre banalidades até chegar a casa, se despedem em seu portão. Luana se sente confusa, pois obviamente se sentiu atraída por aquele homem, que parecia tão bruto e tão doce ao mesmo tempo e naquela noite, durante sua insônia diária, não conseguiu parar de pensar no tipo de historia que aquele homem poderia ter e no que se passava em sua cabeça. Lembrando de seu passado e pensando em sua vida começou a ver que sempre havia sido uma pessoa passiva diante da vida. Prestou o curso que seus pais escolheram para ela na faculdade, casou com o primeiro homem que se apaixonou e foi traída por ele e por sua melhor amiga, que agora eram casados e tinham 2 filhos. Luana não tinha filhos, seus pais já haviam morrido e tinha apenas um irmão que morava em outro estado, apesar de se falarem quase todos os dias. Ela se sentia sozinha e começou a achar que os erros do passado podem ser superados se ela tivesse uma mente aberta. E aquele homem definitivamente a atraia.
Desde então ela começa a observar mais a casa de Dona Margarida, com menos desconfiança e mais interesse. Quando o via na porta procurava aparecer no portão, sempre bem vestida, e cumprimentá-lo. Aos poucos notou que era a única pessoa da vizinhança que falava com ele. E ele, preso a sua solidão começa a sentir que podia fugir disso com Luana. Eles começam a conversar mais e mais, sair e se conhecerem. Aos poucos alguns vizinhos começam a fazer perguntas e alertar Luana, mas ela já havia se entregado e estava perdidamente apaixonada. Assim como Ricardo, que se sentia vivo novamente depois de pensar que havia perdido sua alma no momento que entrou na prisão. Agora era um homem apaixonado, e ciumento. No entanto, Luana nunca foi mulher de gostar muito de sair ou de ter muitos amigos homens, era uma pessoa passiva, o que facilitava muito seu relacionamento com Ricardo. Após 6 meses de romance Ricardo se muda para a casa de Luana e ambos nunca se sentiram tão felizes na vida. No entanto, Ricardo começa a ter ciúme de um rapaz jovem do trabalho de Luana, ela procura evitar brigas e mal fala com o rapaz, mas Ricardo continua causando brigas e pede a ela para sair do emprego. Eles viviam basicamente com o salário de Luana já que Ricardo era mecânico e ganhava muito pouco. Ela se recusou a sair e seu relacionamento entra em crise.
Luana então descobre que está grávida. Isso trouxe felicidade e paz para ambos, que melhoraram com as brigas e ciúmes. A gravidez inteira é pura felicidade novamente, até que a criança nasce. Ricardo começa a achar que a criança não parece com ele, que não é seu filho e a crise volta ao casamento, pior. Após muitas brigas e transtornos Ricardo sai de casa e pede o divórcio. Um dia encontra Luana saindo do trabalho com o rapaz de quem ele tinha ciúme, sem conseguir se conter, bate no rapaz e seqüestra Luana. Leva-a para uma casa longe da cidade e a prende e tortura, querendo que ela confesse. Luana não entende por que tanta desconfiança, se ela tinha sido uma esposa tão boa e fiel sempre. Ricardo também não consegue entender por que as mulheres fazem isso com ele, por que elas o traem como se ele não fosse suficiente para elas. Luana, cansada de apanhar e negar a afirmação de Ricardo resolve mentir de fato e dizer que o traiu que o filho não é dele. Ricardo, tomado de ódio e ciúme dá 3 tiros em Luana. Sabendo que não sobreviveria ao presídio novamente e desistindo de viver, ele dá um tiro em sua cabeça e tira sua própria vida.


Foi meio mal escrito e tal, eu tava distraída mas tava com essa idéia na cabeça e não me conformei até passar pro papel rs. Talvez eu melhore depois :)

domingo, 8 de novembro de 2009

Marta Medeiros

"Pior do que uma voz que cala, é um silêncio que fala".
Simples. Rápido. E quanta força.
Imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado à amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas. Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento. Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: "diz alguma coisa, diz que não me ama mais, mas não fica aí parado me olhando". É o silêncio de um mandando más notícias para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente.
Para os seguranças dos shows, o silêncio é uma megasena. Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate a nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem...


Como eu citei o texto dela no ultimo post resolvi esclarecer sobre o que se tratava :)

Um grito de silêncio.

Sinto falta do companheirismo, da amizade, de ter sempre pra quem ligar quando preciso ou quando tenho saudade, sinto falta de ter com quem contar. É estranho por tanto tempo ficar com alguém, ser companheira o tempo inteiro, ajudar no que for preciso, saber os horários e os gostos de uma pessoa... E de repente não saber mais nada de sua vida, do que quer fazer, o que pensa, como se sente, o que acontece.
Término de relacionamentos é sempre complicado. Não saber como agir quando determinada pessoa está por perto, o que dizer; o que fazer; se pode conversar ou não. O tempo inteiro a pessoa espera do outro o primeiro passo, que nunca é dado. E fica aquele clima desagradável, as pessoas começam a se evitar, deixam de ir a lugares por que a outra vai estar e limitam sua vida muito mais do que limitavam antes. E aquele velho silencio desesperador, aquele silencio do qual Marta Medeiros sabe falar como ninguém. O silencio da desistência, do cansaço, do fim. Aquele silencio do qual não se pode saber o que tem por trás, um silencio que grita mais que berros de criança e cantores de rock ‘n roll. É desesperador. É deprimente. É vazio e triste.
Todo mundo passa por isso um dia, é claro. Não existe nada mais comum. Mas algumas pessoas levam isso tão a caralho que eu me pergunto como pode ter existido amor um dia, como alguém pode se recuperar tão bem e tão rápido de uma perda tão grande. Não se perde só a pessoa, se perde a parte de você que havia nascido com essa pessoa, se perde a historia que teve com essa pessoa, se perde uma época de sua vida e nada disso parece ter mais volta. Fico pensando o quão frio pode ser um coração para que não se abale com essas coisas. Eu simplesmente não sei viver assim. Mesmo que não houvesse mais amor, mesmo que estivesse possuída com um ódio descomunal não consigo deixar de pensar o quanto foi uma perda grande, o quanto eu ficarei vazia agora.
Já passei por isso antes, por isso sei que não vou morrer e o mundo não vai acabar, mas agora sei que não importa quantas vezes eu me apaixone e quantas vezes eu perca uma paixão, eu nunca serei capaz de não sofrer por isso.


Se é pra jogar Não vou mais fingir ♪

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ignorância, o verdadeiro milagre!

Tudo que eu preciso é alguém pra confiar, pra dizer o que eu sinto, o que eu penso. Sem medo de perder essa pessoa a cada palavra errada que eu digo. Quero alguém pra estar comigo todos os dias, pra ficar de saco cheio da cara um do outro, pra brigar por causa de um jogo de futebol, pra reclamar do que eu quiser... Alguém pra me escutar. Pagar para que essa pessoa me escute não me satisfaz, quero poder confiar na humanidade novamente, poder acreditar que determinadas pessoas são incapazes de fazer determinadas coisas. Sem essa de “esperar tudo de todo mundo”. Eu sei que não existe essa pessoa, sei que eu só posso confiar inteiramente em mim e até eu mesma sou capaz de qualquer coisa. Queria poder ao menos ter alguma certeza nesse momento, não sei se certeza é significado de confiança, mas acho que são coisas que estão associadas.
Ao mesmo tempo, eu quero não precisar de ninguém, quero ser auto-suficiente. Quero me divertir comigo mesma, me amar acima de tudo. Não pense que sou uma pessoa altruísta por dizer que não possuo essas coisas, eu sou bastante egoísta. Eu sou o tipo de egoísta que não se admira. Mas isso vai mudar.
Esses dias um professor estava falando sobre outro. Sobre como ele era uma pessoa inocente. Isso me fez ver que eu nunca serei o tipo de pessoa inocente, sabe. Que vive as coisas, que ri das coisas, que não fica martelando e analisando tudo como um investigador procurando um assassino. Eu simplesmente sou o tipo de pessoa que pensa em todas as possibilidades, analisa tudo a fundo e não se dá por feliz até que tenha plena certeza de que o que está fazendo é certo. E na maioria dos casos, não passa das analises, pois já que tudo é possível, nunca poderei ter certeza. É complexo, e até mesmo triste. A ignorância é sem duvida uma dádiva, uma benção que Deus deu às pessoas que merecem ser realmente felizes. Aqueles que precisam sofrer um pouco mais devem ter consciência de tudo, consciência demais. Talvez a questão não seja sobre sofrer, talvez seja uma questão de trabalhar. O ignorante(digo ignorante e não burro), por ter menos consciência, tem menos pelo que lutar. Acho que as pessoas conscientes demais devem trabalhar mais, lutar mais pelas coisas e creio que por isso nós, conscientes, reclamamos tanto da vida. Vê se uma pessoa inocente e de bem com a vida vai fazer um blog pra reclamar de tudo? JAMAIS! Mas ei, veja bem, eles tampouco serão escritores um dia =) [e talvez nem eu]

Vida que segue. Hoje eu to muito egoísta e muito inspirada (e com muito tempo livre) já é o 3° post! Terceiro e ultimo rs

All you need is Love ♪

Do lar ao hard

Eu fico vendo como meus pais formaram suas próprias famílias. Famílias além de mim, além do que foi a nossa. Como eles são felizes com seus novos parceiros e “filhos”. Até um papagaio tomou meu lugar. Eles ficam na sala vendo TV e admirando aquele animal como dois pais admiram seu primeiro filho. O retrato da família perfeita. Sei que não me incluo nessas famílias novas. Mas não há nada que eu possa fazer diante disso e cansei de me lamuriar pelo que a vida fez comigo, não procurei nada disso, tampouco posso reverter minha situação. Cansei de reclamar da forma como fui criada, do lugar onde nasci. Não posso mudar nada do que passou. Não vou dizer que não fique triste com a minha condição de solidão incontestável, com o fato de não ter uma família. Isso me magoa o tempo inteiro. Mas tudo o que posso fazer é esperar que chegue o momento em que formarei minha própria família, em que serei o centro de uma comunhão de pessoas que se amam e querem estar juntas. Eu não sou o tipo de pessoa que os outros vêem como mãe, eu não me imagino negando absolutamente nada à um filho meu. Mas sabe, eu consigo me ver bem nesse lugar, no lugar de uma mãe. Claro que são só fantasias, mas eu desejo isso cada vez mais. Desejo poder cuidar de alguém, amar alguém, ter uma rotina de estresse e carinho. Quem diria, Thaís Pol falando que gostaria de uma família, é quase assustador. Mas já não estou mais na posição de revolta diante da vida, agora eu sei que tudo o que posso fazer é aceitar minha condições e lutar pelo que eu desejo dentro de meus limites. Se eu não posso voar, não pularei do prédio. Não posso mais esperar por um milagre, Deus sabe o que faz.
Um dia eu sei que vou ser capaz de conquistar as coisas que desejo, sei que vou ser capaz de montar uma família e, por ter vivido como vivi, eu sei que vou fazer diferente. Não importa o quão diferente ou alternativa seja minha vida, eu só quero ser feliz e fazer as pessoas que me amam felizes. Não quero machucar ninguém, não quero NUNCA ser o retrato da solidão de alguém. Quero ser capaz de perdoar, forte e corajosa para isso. Quero muitas coisas, quero consegui-las também. E eu vou.
Em controvérsia com tudo o que disse acima eu quero viver na podridão do rock ‘n roll mais hard e bizarro. Quero ser como Kurt Cobain, quero revolucionar o mundo. Quero viver a vida com o que possua no momento, foda-se tudo. É incrível que existam duas pessoas tão diferentes dentro de um corpo tão pequeno e frágil. Não se iludam, existe muito mais de duas aqui. Mas sei que no fim, tudo o que eu vou ser é Thaís. Seja lá quem ela for.

Why would you say sorry? ♪

Solidão que nada

Tenho andando meio assim, feito um fantasma. Eu vago pela casa como uma assombração e às vezes me pergunto se morri e não notei. Não converso com as pessoas, não como, não faço muito mais do que dormir e sentar a bunda nessa cadeira de computador. Eu estou literalmente esperando a felicidade chegar. É sempre assim, a gente sabe que esses momentos de depressão existem, eu cansei de lutar contra minhas lágrimas, minhas vontades e meus instintos. Eu posso não saber o que quero de verdade, mas sei que não quero me reprimir. Cansei de ver um mundo de imagens e peças de teatro, de mentira e enganação. A vida toda é uma grande encenação e somos grandes atores chatos que não se cansam de ser personagens, não querem nunca crescer e por isso se escondem atrás de papéis de pais, trabalhadores, filhos e adolescentes. Cada um cria pra si uma imagem, mas todos sabem que não somos nada do que dizemos. Cansei de ser igual a todos, e cada vez que sou diferente sei que é mais um personagem sendo criado. A vida é esse ciclo de lamúrias, felicidades e lamúrias de novo. Sempre tem algo pra dizer, reclamar, contestar ou se vangloriar. Não importa mais, eu vou me encontrar.
Talvez eu me encontre numa viagem pelo mundo, talvez eu me encontre em uma carreira, talvez eu me encontre andando por um lugar bonito ou talvez eu me encontre depois de atravessar uma rua. Talvez eu não me encontre nunca, mas eu sempre vou achar que encontrei. Então me arrisco a viver esse momento como o mais feliz de minha vida. Falta entrega e eu cansei de me proteger, de ser protegida. Eu cansei de fugir das dores do mundo, eu vou viver o que for necessário, o que eu tiver vontade. Espero conseguir algum dia pôr em pratica tudo que escrevo aqui. Talvez eu morra amanhã, talvez eu morra daqui a 70 anos, mas eu quero sentir que não deixei a vida passar.


It amazes me, the will of instinct ♪