segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Falta menos do que faltava antes




Reta final. Coração disparado. Muito medo de não alcançar meu objetivo.
Esse foi um ano de muito preparo e treinamento, chegou agora a hora da batalha e meu coração está aos pulos. Estarei realmente preparada? Conseguirei conquistar o que desejo? E se não conseguir?
Tantas dúvidas, medos, questionamentos, anseios... Não tenho palavras pra descrever. Todo o cansaço, esforço, estudo... Não parece suficiente agora, penso o tempo inteiro que eu podia ter feito mais, que eu devia ter me dedicado mais, dormido menos, saído menos e me focado mais. Será que eu sou capaz? Quantas incertezas...
O pior é saber que em nada elas me ajudam, que o melhor para mim era estar confiante, estar certa de que essa batalha já está ganha. Mas não tem como, o medo do fracasso grita quando o otimismo sussurra no meu ouvido.
O fato é que só eu sei o quanto foi difícil entrar nessa batalha, encarar essa luta de frente. Claro, quantas pessoas não estão se sentindo como eu no momento? Mas eu sei que, para cada um, vai ser diferente. Preciso de mais fé, mais esperança, mais paz no meu coração que se inquieta cada vez que penso em quanto tempo falta.
Lágrimas de desespero e medo brotam nos meus olhos, tamanha a insegurança que tenho dentro de mim, nada consegue me acalmar. Talvez alguns remédios e distrações momentâneas me tirem deste doloroso foco por algumas horas, mas ao chegar em casa eu vou lembrar que devia ter feito mais.
Enfim, não adianta se martirizar agora, basta apenas lutar, estudar, me preparar mais nesta reta final e contar com o que eu consegui até agora. E, principalmente, ter fé em mim mesma.


Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição ♪

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Empatia


Ao escutar sua voz sinto-me como a mesma de tanto tempo. Soa em meus ouvidos seus gritos de desespero e raiva e sinto-me, enfim, compreendida, expressada, de alguma forma, que não em palavras que nunca descreveriam a realidade que um grito ou um som descrevem. Atitudes gritantes de extrema angustia ou simples diversão, há quanto tempo havia perdido o interesse ou compreensão sobre isso. É como se tudo voltasse a fazer sentido e eu fosse anestesiada por uma droga que há muito não fazia sentido.
Ao mesmo tempo, em contra partida, lembro do tanto que sofria, que me martirizava e vejo que a angustia nasceu comigo, o medo e a, digamos assim, tristeza são meus companheiros de estrada há um bom tempo, desde sempre. De alguma forma eu me acostumei a isso, não dói como doía. É simplesmente um algo ao qual me adaptei e faz parte de mim, faz de mim quem eu sou. Não tão interessante ou qualquer outra coisa admirável, mas é quem eu sou, não é?
Quem sabe... O que mais eu posso fazer? Depois de tanto que me adiantei na caminhada, a estrada me parece certa agora e tudo contribuiu pro meu atual amadurecimento, pra minha conscientização diante de tudo.
E afinal, devo tanto isso à você, trouxe a mim o meu pior, sem melhor, mas trouxe meu conhecimento, minha maturidade, minha ousadia e extremidade. Aprendi a me expressar. O que seria de mim sem minhas expressões, sem minhas palavras? Seria um alguém sem passado, futuro... Minha vida sem minhas formas de expressão seriam um grande vazio, um desperdício de carne.
Me acompanha desde que me perdi e foi quando te perdi que vi que a estrada tem menos sentido quando ninguém te compreende, quando você sente que está sozinho e considera-se quase um louco quando pensa que é o único a se sentir dessa forma. O que é melhor, viver em completo vazio ou cheio de sofrimento? Um fardo carregar tal escolha. As palavras vão saindo sem sentido e eu não sinto-me como louca, dentro de mim eu consigo uni-las perfeitamente. Pra quem mais precisa de sentido?
Nofuckingbody

I think I’m dumb, maybe I’m just happy ♪