segunda-feira, 21 de junho de 2010

Fim da linha



Por que insistir em algo que nem se quer deseja? Comodismo não faz parte de mim. Talvez seja desejo reprimido, amor mal acabado, vontade de fazer dar certo. Obviamente essa não é a hora nem o momento. Você não está pronto ainda pra fazer diferente, você não está pronto pra se arriscar. Tem todas as cartas na mão, não joga por que não quer. Sabe exatamente o que fazer, mas não faz. Eu sei que não tenho o direito de impor que seja alguém que não é, que aja de forma que não condiz com seu pensamento. Mas tampouco posso me submeter a aceitar para mim o que não concordo. Quero para mim o melhor, nada menos que isso. Você tem o melhor em si, mas não usa. Talvez por isso eu insista tanto, por que eu sei que você pode. Mas você não quer. Quem sou eu, então, para querer fazer diferente a essa altura do campeonato? Estamos aos 45 do 2° tempo com 1 minuto de acréscimo. O resultado? 0x0. Ninguém ganha, ninguém perde. O jogo acabou.
Não luto por nada que não valha à pena, aprendi a me entregar apenas àquilo que vai me sustentar. Game over.

It’s so easy, so fucking easy ♪

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Closer



Dan: Todo mundo quer ser feliz.
Larry: Os depressivos não. Eles querem ser infelizes para confirmar que estão deprimidos. Se eles fossem felizes não poderiam estar mais deprimidos. Eles teriam que sair pro mundo e viver. O que pode ser deprimente.


Não existe sentimento pior que a culpa, saber que seu sofrimento foi causado por si próprio, saber que cavou sua própria cova com as mãos. Por que diabos, então, cometemos o erro? Não sabia que era errado? Não tava ali na sua cara? POR QUE DIABOS FAZER ISSO? Parece coisa de gente que gosta de sofrer. Parece coisa de gente BURRA. Talvez seja.
Há anos eu arrasto a culpa como uma companhia, há anos ela é o sentimento mais comum em meu peito. Acontece que essa era a culpa pelos erros involuntários, pelos erros que eu não pude controlar, pelos erros inconscientes. A culpa que agora sinto é aquela que eu sabia, era sobre aquilo do que eu tinha consciência. Pra que, então? Pra detonar com tudo que eu tinha de melhor? Pra acabar com a minha maior preciosidade? Parece vontade de sofrer, parece gosto pela dor. É o tipo de coisa de Anna faria. É o gosto por relações que doem.
Não, eu não sou assim. Há anos eu não sou assim, eu nunca fui assim. Quem eu sou? Mais um em um milhão? Quem sou eu, afinal, para julgar? I’m nobody.
Just nobody.

Cansei de ser eu mesma, cansei dessa parte.


Esse seu lado de tristeza alimenta a minha dor ♪