quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

On my own

Minha auto-estima tá no chão. Fico vendo os velhos melhores amigos que já nem lembram que eu existo, os amigos que eu deixei ir. Eu afasto todo mundo e tem sido um tormento viver com isso...
Eu queria me sentir importante, me sentir bonita, sentir que eu faço a diferença de qualquer forma. Eu não sinto isso, eu não vejo isso. Eu olho em volta e vejo que sou uma figura dispensável, que não faria tanta falta se fosse embora. Eu gosto quando você diz que eu sou importante, mas eu gosto mais quando eu sinto isso.
Eu queria que você viesse atrás de mim, eu queria sentir que você não consegue fica longe de mim assim como eu não consigo ficar longe de você.

Mas não é bem assim.

A um tempo atrás um garoto escreveu um texto pra mim que me fez sentir a pessoa mais importante do mundo. Eu não sinto que esse garoto ainda exista. Eu sinto que eu morri e continuo andando aqui ocupando espaço. Eu me sinto como aquela garota de 13 anos que se cortava. Desde então eu tento apagar essa cicatriz, essa marca de quem eu fui mas não importa o quanto eu me mostre autossuficiente  a cicatriz não vai se apagar. E essa garota não vai morrer dentro de mim

Não da

E eu me desespero, me descabelo, perco a calma... Estrago tudo. Estrago os planos, as coisas boas, estrago a gente. E por que seria diferente? Eu nunca mudo...

E como fazer agora com toda aquela esperança? Aquela fé se foi tão rápido e voltou o medo a gritar dentro de mim, me tirar as forças. Vai ser sempre assim?

É preciso muito mais do que força pra parar de se sentir triste assim. Era preciso ser outro alguém, era preciso ser uma pessoa melhor. As vezes sinto que nunca vou ser feliz dentro de mim. As vezes eu sinto que essa guerra eu já perdi a muito tempo, to só tentando me iludir, te iludir.

Eu queria fazer as coisas direito, como as outras pessoas fazem, ficar calma e deixar acontecer. Mas eu perco a paciência, eu perco a paciência.. Eu tiro a sua paciência. Eu estrago tudo.

E mesmo reconhecendo, mesmo escrevendo... Ainda assim faço o errado, por que alguma coisa incontrolável dentro de mim me faz pensar ou sentir que vai sair certo, mesmo que eu saiba que nunca sai certo seguir minhas vontades incontroláveis e inadequadas.

Seria necessário muito mais que algumas mudanças pra eu me tornar uma pessoa melhor, seria necessário um sem número de vidas pra aprender que ser assim simplesmente não da.

Acho que a coisa toda perdeu o propósito, eu precisava me sentir bem comigo mesma e eu me sinto um lixo...
E agora, acabou?

Eu queria gostar um pouco mais de mim mesma...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Be there

Você foi embora e meu coração se apertou. Como ficar sem você? Já não lembro como era a minha vida sem seus bom dias, sem nossas conversas, sem seus beijos e abraços. Meu coração ficou pequeno pra tanto amor que sinto. Ao mesmo tempo, queria que você soubesse da esperança que também bateu, da fé que me deu de que tudo vai melhorar, de que a gente vai voltar e vai ser novo e ao mesmo tempo como era antes. Tenho essa crença talvez idiota de que vai ser tudo melhor. De que a gente vai parar de se destruir e começar a construir uma vida melhor lado-a-lado. Por que eu te amo. E por que você me ama também. Por que a gente se encaixou desde o começo e não vai ser essa fase infernal que vai acabar com esse sentimento. Por que não acabou. A gente continua de pé, e eu me orgulho muito disso.

Eu me orgulho muito do homem que eu tenho do meu lado, da nossa história e das coisas que a gente já passou por cima antes. Tenho dentro de mim a certeza de que esse vai ser só mais uma dessas coisas. Ao mesmo tempo, essa certeza me amedronta. E se não for? E se eu me encher de esperanças e quebrar a cara de novo? Nossos medos nos tem destruído pouco a pouco e isso me amedronta ainda mais. Queria ser corajosa e encarar tudo com o peito aberto, sem medo de me entregar e sofrer, sem medo da decepção. E mesmo sabendo que esses medos são destrutivos, me escondo. Me escondo por que a insegurança paralisa meu cérebro, minha capacidade de raciocínio. Por que o amor me deixa doente. E o medo mais ainda.

Já vejo você as voltas com pensamentos, com questionamentos, provavelmente os mesmos que eu. E eu tenho medo, tenho medo dos seus pensamentos e tenho medo dos seus medos. Somos tão semelhantes nesse aspecto. E por que, afinal? Arriscar entrar nesse amor me trouxe algumas das minhas maiores felicidades, sinto que aos poucos me torno uma pessoa melhor, você me faz uma pessoa melhor. Obrigada por isso.

Eu só quero que você saiba que isso é só uma fase, que eu vou voltar de peito aberto pra você. E que eu vou dar tudo de mim pra fazer isso dar certo. Por que você é o amor da minha vida. E eu não quero mais olhar pra trás.

Eu te amo.

Still I say, there's a way for us 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

hide away

E de repente tudo ficou distante. O mundo, eu, você.
Por que, meu Deus, de tudo que foi, tinha que ir a única coisa que possuía de bom nesse mundo. A única qualidade verdadeiramente genuína que me destes? Eu gostava de me ver às voltas com teclados e lágrimas, cheia de emoção e inspiração. Oh Céus, logo isso...
Houve por um tempo uma sensação de liberdade dentro das prisões desgradeadas da vida, mas a idade é uma prisão que lhe permite luxos tão loucos quanto a juventude, e muito menos divertidos. Oh, Senhor, por quanto tempo me vi correndo pro lápis e palavras, e foi estuda-las que abandoei-as. Tamanha ingratidão essa minha, virar as costas pro meu melhor amigo. Mas já não seria esse um costume antigo? Oh, old habits die hard. So fucking hard.
Que a vida não foi sorridente nos ultimos tempos, não foi, fui uma menina feliz quando estava triste, e agora sou mulher chorosa as voltas com a felicidade. O quão complexamente simples a vida poderia ter se tornado...

Havia sorrisos e olhares, todos esses clichês dos quais falei por tanto tempo. Nossa, essa juventude é pura chuva e lástima. Que a vida foi boa, ah, ela foi, abandonei os clichês o tornei-me um vazio tão redundante quanto poderia ser essa vida vaga e distante da realidade que vivi e sonhei algum dia.

Pequenos passos, então, se aproximam. Por que tanta reclamação, tanta mágoa? Eu sinto falta da inocência que nos trás a ignorância das palavras. Ah, palavras, minhas verdadeiras escravistas, escravocratas, senhoras de meu engenho pequenino. Por que não fui embora enquanto era tempo? Por que sucumbi aos prazeres do tão velho amor, amigo de tempos, de que serve seus males? Nasci de cabeça pra baixo, do avesso. Por quê?

Tentei mudar, tentei ser melhor. Por que? Por quem? Por mim, por você? É difícil assumir certas coisas pra nós mesmos. Existe uma vontade tão grande de ser diferente, de ser como essas pessoas que sabem manter amizades, relacionamentos e sabem viver no mundo da comunicação e interação, quando pra mim é tão difícil dizer "oi" a um estranho. Mais difícil ainda é dizer "oi" a um antigo conhecido... Maldito orgulho já pisoteado por tanto, de que vale tanta palavra pra dizer a mesma coisa? Você só da voltas e voltas. Vamos pôr na lista de desejos: morrer e nascer de novo. Quando, Senhor, poderei nessa vida ser correta? Me tornei um vazio, um barco furado em contínua queda mar adentro. O titanic chegou ao fundo do mar em cerca de 10 minutos.

Eu tenho um medo do caralho de ficar sozinha. A solidão foi minha companheira por tanto tempo. Eu queria ser dessas pessoas que consegue ter amigos de infância, mas eu vou embora com tanta facilidade que penso não me importar, mas eu me importo. Uma pena sempre me dar conta tarde demais. Devem os relacionamentos doentios acabarem? Seria essa a única solução? Seria crescer parar de escrever? Ou parar de falar sobre o maldito do amor?

Amor, amor, amour... Me soa banalizado, me soa insensível e egoísta. Acho que é assim o amor dos tempos de hoje. Ele é frio e sempre voltado pra si mesmo, e maior amor dos nossos tempos é o amor-próprio, que até serve de bastante coisa, mas as vezes não serve mesmo de nada. Tudo continua uma bagunça filha da puta, eu nunca sei de nada mesmo. Eu preciso ir embora....

Meu coração continua dolorido, pisoteado, magoado. Não sei qual antidepressivo se aplica melhor aos problemas da vida moderna. Deveria ter um dispositivo na nossa cabeça que nos permitisse explodir, simplesmente. Sempre que a vida se tornasse uma bosta, a gente apertava e simplesmente is embora, morria, virava poeira. Eu encarei por tempo demais. Agora tudo que eu quero é fugir. E quem disse que você tem direito de querer alguma coisa? Você tem apenas o direito de permanecer calada.

But it's so hard loving you...