
É claro que eu queria dizer tudo isso pra você, queria conseguir explicar todos os meus pontos de vista e queria que você estivesse disposto a ouvir. Mas é essa a questão, você não se importa. Tudo que você disse que era paranóia minha; tudo que eu achava que era loucura da minha cabeça, acabou por se concretizar. Mas não, a sensação de ‘eu estava certa’ não é tão boa quanto previ.
Logo após eu dizer que quero tudo, que quero muito; você me oferece metade. Não, eu não aceito migalhas. Parece que você não é tão bom em interpretação de texto.
Não é como se fosse o fim definitivo, afinal, uma vez você mesmo disse que o nosso encanto nunca acaba, é ‘amor de verão’. Se acaba ou não, eu não sei. Mas sei que não acabou, sei que ainda temos algumas voltas para dar. Isso não quer dizer que o atual ‘fim’ não doa. Isso não quer dizer que eu não me sinta frustrada por, após 1 mês de tanto tormento, acabar por morrer na praia. E fica um gostinho de amargo, sabe? Do tipo, ‘eu não queria que fosse assim’. E você até tenta escovar o dente, comer um doce. Mas não é assim que passa; o gosto não é tão superficial quanto parece.
Talvez eu esteja sendo uma tola mesmo, uma otária. Talvez você esteja cagando e já tenha até partido pra outra. ‘Talvez’, não, essa é a coisa mais provável a acontecer. E, ainda assim, eu fico esperando uma mensagem. Eu entro nas redes sociais e espero algo seu, mesmo que uma indireta. Eu espero algo que mude esse quadro, que me dê esperanças. Mas tudo que eu vejo são todas as minhas inseguranças e medos se concretizando. Eu não fui pra você tanto quanto você dizia.
Foi burrice da minha parte, aliás, acreditar que você dizia a verdade. Por que, cada vez que você dizia algo eu repetia na minha mente ‘é mentira, não seja tola’. Mas, você sabe, às vezes a mente nos diz coisas que entram por um ouvido e saem pelo outro. E a gente se deixa levar por uma carência boba, por sentimentos fúteis que querem tanto que aquilo seja verdade, que ignoram os sinais óbvios de mentira, ignoram a própria racionalidade.
Eu sabia o tempo todo, como isso iria terminar. E, ainda assim, insisti, lutei, dei minha cara a tapa. Talvez você continue me vendo como uma derrotada, como alguém que não luta por aquilo que quer. Mas eu lutei, lutei tanto pelo que eu queria que não me dei conta de que aquilo não me fazia bem. Agora eu não luto pelo que eu quero, luto pelo que me faz bem.
E, por mais que eu não queira, você continua visitando os meus sonhos. E eu acordo com uma vontade tão grande de ter você de volta que até esqueço que nunca tive você.
E quando eu falo que eu já nem quero, a frase fica pelo avesso, meio na contra mão ♪


