terça-feira, 19 de março de 2013

On my mind



É um eterno diálogo solitário, cheio de brigas, certezas, medos e honestidade. Um eterno ir e vir, atitudes bem tomadas, conclusões bem tiradas. Acertando, consertando, mudando. No mundo do imaginário tudo é lindo e correto. Conscientização não muda atitudes nem palavras, conscientização muda um pensamento, e de dentro pra fora a guerra que se trava é violenta, sangrenta e traumatizante. Destrói toda a nação existente na sua cabeça, suas células gritam, o sangue corre rápido e tudo se embrulha, se confunde, se destrói.

Olhando pra trás, por quanto tempo se insiste no erro e assume isso... É um eterno vai, volta, desiste, aceita, conforma, se irrita, insiste, luta, berra. Guerreia. Calando-se, em termos, falta um público pro espetáculo mais bonito do século. O espetáculo da mentira, da ficção. Um espetáculo cheio de atenção e pouca platéia. O espetáculo individual do interior inaceitável.

O isolamento se mostra tentador e bonito, a distância se mostra caridosa, bondosa. O superficial parece um bom lugar pra viver. O encontro do cabelo com o travesseiro, do corpo com o lençol é que se torna difícil. O fechar de olhos é que machuca. É na escuridão que o real bate a porta e entra sem ser convidado. É na pouca luz do abajur que se mostra a mentira, a fuga, o incansável instinto da insistência. Da não desistência. Conformismo machuca.

O erro se encontra nos sonhos, se mostra saltitante, brilhante, sorridente. Ele persegue em qualquer lugar do mundo e não importa tempo, distância... Ele te encontra.


But every day I'm learning...

sábado, 16 de março de 2013

ET. Telefone. Casa.



São tantas perguntas, tantas saudades, tantos medos... Nada além de um reles mortal com seus questionamentos mundanos e sentimentos inferiores. Talvez um pouco mais que a média de seres humanos, talvez nem tão normal assim. Comum, talvez. Se sorrio, temo a mentira. Se choro, temo o exagero. Se nada faço, temo a hipocrisia e se faço algo, temo o erro. Procurando forças vazias de problemas pequenos pra manter de pé a fé de que seria diferente em algum momento, mesmo momento em que eu queria que fosse passado. Um passado presente. Seria bom aprender com os erros. E daí recorda a força e a fé que são necessárias manter pra fazer isso, pra fazer o certo. Pra fazer o bem.

Uma praia, um dia de sol, uma cerveja gelada e nenhuma preocupação. Entre um mergulho e outro algumas risadas, brincadeiras idiotas, tentativas infrutíferas de pegar jacaré e a boa e velha mentira de que isso é chato. Entre um gole e um trago, um beijo. Amor. Carinho. Sexo. Alegria...

Insegurança, desconfiança, medo, rancor, raiva, mágoa, tristeza, solidão. Ingratidão e egoísmo.
É muito mais óbvio do que eu penso.

I feel pretty...