sexta-feira, 4 de junho de 2010

Closer



Dan: Todo mundo quer ser feliz.
Larry: Os depressivos não. Eles querem ser infelizes para confirmar que estão deprimidos. Se eles fossem felizes não poderiam estar mais deprimidos. Eles teriam que sair pro mundo e viver. O que pode ser deprimente.


Não existe sentimento pior que a culpa, saber que seu sofrimento foi causado por si próprio, saber que cavou sua própria cova com as mãos. Por que diabos, então, cometemos o erro? Não sabia que era errado? Não tava ali na sua cara? POR QUE DIABOS FAZER ISSO? Parece coisa de gente que gosta de sofrer. Parece coisa de gente BURRA. Talvez seja.
Há anos eu arrasto a culpa como uma companhia, há anos ela é o sentimento mais comum em meu peito. Acontece que essa era a culpa pelos erros involuntários, pelos erros que eu não pude controlar, pelos erros inconscientes. A culpa que agora sinto é aquela que eu sabia, era sobre aquilo do que eu tinha consciência. Pra que, então? Pra detonar com tudo que eu tinha de melhor? Pra acabar com a minha maior preciosidade? Parece vontade de sofrer, parece gosto pela dor. É o tipo de coisa de Anna faria. É o gosto por relações que doem.
Não, eu não sou assim. Há anos eu não sou assim, eu nunca fui assim. Quem eu sou? Mais um em um milhão? Quem sou eu, afinal, para julgar? I’m nobody.
Just nobody.

Cansei de ser eu mesma, cansei dessa parte.


Esse seu lado de tristeza alimenta a minha dor ♪

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