
Ele cheirava a protetor solar. Me lembrava um dia de verão. No entanto, seu gosto não era salgado como o mar, mas doce como uma água de coco gelada em um dia de calor. Sua risada me lembrava às férias, a não preocupação. Suas histórias me lembravam um filme de comédia, daqueles que faz você se sentir melhor. Nunca mais o vi. E penso que foi melhor assim. A perfeição daquele momento só poderia ser preservada diante da nossa ignorância. Não nos conhecendo, poderíamos ser quem quiséssemos; até nós mesmos. Quanto melhor nos conhecêssemos, mais consciência teríamos um do outro, dos nossos defeitos, e nada mais seria perfeito. A felicidade se conserva no superficial. Em um dia de praia, em um desconhecido. Em um fim de tarde sozinho no topo da montanha. Nos momentos que só acontecem uma vez.
E agora eu vejo, aquele beijo era mesmo o fim ♪
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