sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A maior utopia

Recentemente um professor passou um trabalho em que precisaríamos falar sobre Utopia. Eu, é claro, entrei no Google e digitei “comunismo” e TARAM, trabalho pronto. Pouco tempo depois fiquei pensando sobre o assunto e me dei conta de que, pra mim, a maior utopia é o amor perfeito, é aquele típico conto de fadas que todo mundo sonha em viver.
Me dei conta de que sonhamos e esperamos um amor lindo, eterno, profundo, intenso... E até acredito que vivamos tal por um tempo, mas será que dura pra sempre? Será que aqueles velhinhos que estão casados a 100 anos consideram que viveram um amor lindo ou foi só pressão da sociedade que eles nunca tenham ido embora? Por que será que hoje em dia a taxa de divórcio é gritante? Acredito no amor, de verdade, mas acho que a maior utopia humana é essa eterna procura por um amor eterno, perfeito, imutável.
Eu, honestamente, ainda não vi com meus próprios olhos um amor que tenha durado a vida toda. Viúvas não se incluem – e você pode me chamar de mórbida ou fria por isso – por que, afinal, um morto não muda e ele vai ser eternamente daquele jeito que você se apaixonou.
Acredito que o que faz com que o amor perfeito, o relacionamento perfeito, seja na verdade uma utopia é o fato de que as pessoas mudam o tempo todo, o tempo muda as pessoas, a vida muda as pessoas. E, convenhamos, qual a probabilidade de um casal se acompanhar na mudança e se amar da mesma forma inicial?
Talvez eu esteja sendo um pouco fria - concordo - pra quem não sabe se abrir pro amor é muito diferente ver esse mundo de fora, mas eu vi o tempo passando e eu vi amores eternos morrendo, eu vi as pessoas passando a se odiar, e eu vi uma utopia se construindo na minha frente.
Não quero dizer aqui que o amor em si seja uma utopia, mas falo de um amor eterno e imutável, de um conto de fadas pelo qual todas nós, que acompanhamos Mulan, Pocahontas e Cinderela se casando e sendo felizes para sempre, esperamos. Mesmo que internamente, nós ainda esperamos. Eu falo do amor romântico, do ‘eu te amo pra sempre’ do ‘eu morreria por você’. Acredito haver sinceridade, só não acredito haver verdade.
Talvez eu erre, talvez eu esteja mesmo equivocada, mas o amor do qual todo mundo fala por aí, virou uma utopia, e ao mesmo tempo que isso me assusta no mundo, me conforta, por que enfim eu me dei conta disso.

Uma merda foi eu ter entregado um trabalho qualquer e agora vir discursar sobre ele ¬¬

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