Ele tinha um não sei o que no olhar. Um misto de raiva, tristeza e prazer. Muito prazer. As armas, já descarregadas e satisfeitas eram a imagem de seu gozo. Não via muito em sua frente. Sangue, corpos, a quem importa? Tinha sido este seu momento.
Uma preparação minuciosa de um momento épico. Histórico. O professor foi brincar. A brincadeira foi feita pelo professor. Ah, depois de tantos anos, enfim, seu momento chegou.
Na verdade mesmo, não se lembrava muito dos momentos anteriores. Não lembraria nunca. Descarregava as armas sem olhar, apenas disparava e gritava, ia se esvaziando com elas. Ia acabando. Ao mesmo tempo, enchendo.
Diante de toda a gritaria, não ouvia nada. E, de repente, silêncio, silêncio real. Tornara-se tão bom atirador que as vozes calaram antes de suas armas. Convenceu-se de que ainda não acabara. Continuou a atirar. Disparava em todos os corpos já sem vida. Iria cumprir a missão, fosse como fosse.
No último suspiro de sua última arma, sabia que esse seria um momento único. Não, não guardaria nunca uma última bala para si. Ele viveria pra terminar o que começou, pra receber os aplausos e agradecimentos por sua festa.
No fim, nada disso importava tanto. Aquele tinha sido seu momento. E ele, enfim, sentiu.
I don’t wanna live that way ♪
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Eu, Franklin, deixo os 17 reais.
Ele tinha um não sei o que no olhar. Um misto de raiva, tristeza e prazer. Muito prazer. As armas, já descarregadas e satisfeitas eram a imagem de seu gozo. Não via muito em sua frente. Sangue, corpos, a quem importa? Tinha sido este seu momento.
Uma preparação minuciosa de um momento épico. Histórico. O professor foi brincar. A brincadeira foi feita pelo professor. Ah, depois de tantos anos, enfim, seu momento chegou.
Na verdade mesmo, não se lembrava muito dos momentos anteriores. Não lembraria nunca. Descarregava as armas sem olhar, apenas disparava e gritava, ia se esvaziando com elas. Ia acabando. Ao mesmo tempo, enchendo.
Diante de toda a gritaria, não ouvia nada. E, de repente, silêncio, silêncio real. Tornara-se tão bom atirador que as vozes calaram antes de suas armas. Convenceu-se de que ainda não acabara. Continuou a atirar. Disparava em todos os corpos já sem vida. Iria cumprir a missão, fosse como fosse.
No último suspiro de sua última arma, sabia que esse seria um momento único. Não, não guardaria nunca uma última bala para si. Ele viveria pra terminar o que começou, pra receber os aplausos e agradecimentos por sua festa.
No fim, nada disso importava tanto. Aquele tinha sido seu momento. E ele, enfim, sentiu.
I don’t wanna live that way ♪
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