quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cartas para o Catete


E você olha pro teclado e se pergunta como juntas as letras, olha pra tela e se pergunta como encontrar palavras. Quer dizer, como descrever? Que vocabulário usar? De que forma dizer? Não tem como, as letras não são suficientes. Nem as línguas, nem a pontuação. É tudo muito vago, muito pouco; insuficiente, eu diria.
É essa a palavra: insuficiente. Não suporto o pouco, o menos, o quase alguma coisa. Não sei viver de migalhas. Quero muito, quero grande, quero tudo. Não tenho saco pra essa coisa de limite, de equilíbrio. Não tenho paciência pra esperar. Quero muito, quero tudo e quero agora! Se não for agora, também não será nunca. Não me arrasto em cordas que limitam meu caminhar. Não me prendo a nada que não me satisfaça por completo. Se não for com um, será com outro. E se ninguém souber me dar, eu terei de todos. Mas eu terei. Sem eu não fico.
Eu quero muito e eu quero agora. Não tenho saco pra esperar o tempo passar.
Fuck it.

Fica mais uma semana, nesse tempo a gente engana ♪

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