Eu pensei em parar de escrever aqui. Eu sei que você ainda
vem aqui e uma parte de mim não queria que você me visse por dentro, a casca
que eu crio é muito mais bonita. Eu queria que você visse essa casca, por que
eu sei que é a sua casca que você me mostra, ou talvez eu simplesmente ainda
não tenha aceitado que você mudou. Entendo que você venha aqui por uma questão
de curiosidade ou ego, entendo você querer saber se eu ainda escrevo sobre você.
Bem, eu escrevo. Tudo que eu calo no dia a dia, acabo por botar aqui. E,
coincidência ou não, você é a única pessoa que lê. E uma parte de mim gosta
disso e outra odeia. Aquela Thaís que passou 1 ano e meio do seu lado ainda
quer poder compartilhar as coisas com você, mesmo sabendo que isso só aumenta o
seu ego e diminui o dela, ela não se importava muito com essas coisas, contanto
que fosse feliz. A Thaís nova, ela só quer deixar tudo isso pra trás, superar e
esquecer, seguir em frente sem olhar pra trás e sem deixar rastro de tristeza,
mesmo sabendo que a bebedeira exacerbada e as risadas altas talvez sejam o
indício mais forte dessa tristeza. A questão é que ambas sabem que as pessoas
não vêem isso, elas sabem que esse vazio que elas sentem é invisível e poucos
realmente se importariam com ele. Afinal, acho que todo mundo tem esse vazio,
todo mundo tem vontade de encontrar um real sentido pra vida. Já dizia
Drummond: “O sentido da vida é procurar um sentido pra vida”. Por que, no fim
das contas, quando a gente tá feliz e apaixonado a gente não se dá muita conta
do vazio, mas isso não quer dizer que
ele não esteja lá, na vida de cada ser humano inseguro do mundo. Na vida de
cada um que alguma vez se perguntou o que Deus realmente quer. Não acho que
religiões conseguem suprir a minha necessidade de respostas, por que eu sei que
a minha condição de humana exige uma fé cega, exige que eu confie. E eu não sei
se confio. Eu não sei como posso confiar se não consigo entender ou aceitar
esse silêncio. Eu entendo a teoria, mas acho que já não consigo aplica-la na
prática.
O amor costuma trazer o sentido que a gente procura, mas ele
não muda o fato de que continuamos sem resposta. A gente só aceita por que é
agradável. E ao mesmo tempo, desesperador. Mas e quando o amor acaba? A gente
perde o sentido por que nunca teve as respostas ou são as perguntas que mudam?
PS: Você me deu um mero aperto de mão. E eu não sei descrever o quanto eu achei isso triste.
Nenhum comentário:
Postar um comentário